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O porquinho Policarpo

Um festival de sequoias ainda na puberdade, touceiras de bambu e passarinhos, acolhem suntuosa mansão do senhor BJ - (Barão do Jaburu) Com seus pórticos de entrada, se deixa espelhar na lâmina d’água do lago, onde paturis acolitados ensaiam feéricas coreografias, sob o olhar atento de nosso protagonista e jurado acima, o porquinho Policarpo. Assim o chamam sua patroa e a filha, que o paparicam tal qual um Pinscher e um Poodle. Porém seu dono e algoz, o chama de Pururuca, sacramentando no apelido, suas intenções futuras para o infeliz.

E nosso porquinho se estremece todo, quando a chaminé fumaçante do galpão de festas, indica mais um ágape de carne suína, mesmo tendo a proteção de sua santa dona, eis que virar torresmo, nem pensar! Ele não cresceu como os demais, muito inteligente, lépido, gracioso, um porquinho feio, mas muito querido por todos, exceto por seu dono. Seu grunhido fora do normal, irrita muito o BJ, ainda mais que Policarpo veio de quebra com os suínos importados, não tendo valor comercial algum, denegrindo assim a imagem dos demais. BJ então, bate de frente com a esposa e marca logo um banquete á suína, tendo como entrada ele, “Policarpo á pururuca.”

E naquele chiqueiro, um Ressort elitizado debaixo de duas jaqueiras, seus moradores enfastiados pela gula, hibernam em pleno verão qual urso polar. Produtos Importados e caríssimos, tinham uma guarda reforçada:  Um Dobermann, um Pastor Alemão e um Rottiveiler, que prestavam seus “valorosos serviços,” pasmem, dormindo também o dia todo, colados  àquela “casa de repouso,” digo, chiqueiro. A frase autoral desse colunista, caberia bem à esses “temíveis e furiosos amiguinhos:“ Detesto ser acordado, quando estou trabalhando... Isso mesmo, jamais mexer com a ociosidade alheia!

Na véspera do lauto jantar, BJ se ausenta da casa para comprar mantimentos e convidar seus amigos empresários, retornando após a meia noite. Nessa ausência, os guardas aproveitam e tiram uma soneca, dando sopa pro azar, num cenário perfeito para ladrões invadirem a casa com todos dormindo: suínos, caninos e homens de preto. E a coisa ficaria preta, não fosse aquela pedrinha no sapato dos invasores... Ele, o solerte e sempre alerta porquinho Policarpo, com seu grunhido providencial e ensurdecedor, acordando os seguranças, os quais acabaram por deter os gatunos e lavrando o BO, nele no entanto, fazendo constar seus “relevantes préstimos.” Porém, o principal e o que não constou, foi a mordomia dos mesmos dormindo pesadamente, unicamente acordados que foram, pelos grunhidos a mil decibéis, daquele porquinho insignificante, e disso o cabeça da Gang, muito se lamentou dizendo... não fosse aquele projeto de suíno filho...

BJ. inteirado de tudo, demitiu os guardas sumariamente, doou para uma ONG de cães os três sonecas que tinha, apostando em três vira-latas. E se de um lado, os cães de raça e os seguranças saíram perdendo, os suínos saíram ganhando... ganhando muitos caldeirões fervendo, muito espeto, muita brasa e muita fumaça, com muito trabalho para os Master-Chefs... Que delícia!

Mas, e o Policarpo? Bem... hoje ele tem um lugar cativo próximo á mansão de seu patrão, não dorme mais no chiqueiro e mesmo á noite, seu grunhido agora é um bálsamo e sinônimo de segurança para o BJ. Policarpo se tornou uma das atrações e cartão de visita para os convidados. Com muita moral, ele é o dono do pedaço e á depender de seu dono, morrerá por velhice, jamais Á pururuca! Finalizando, por vezes, o feio é o que faz bonito... e a ostentação, as aparências e a linhagem... como enganam!

Texto: Georges  Apérguis 

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