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O sapateiro e o dentista

Foi numa dessas situações adversas que o destino colocou à prova um de nossos personagens; o sapateiro SAINT. A rudeza e barreiras daquele momento, eram maiores que suas forças podiam arcar e suportar, eis que também sua situação financeira era precária.

Naquela noite chuvosa lá pela madrugada, amargava as horas que não passavam, com uma terrível dor de dente que o castigava impiedosamente, num suplicio dilacerante sem fim, mas o que fazer àquela hora e chovendo ?... Acordar o dentista e ainda dizer ao mesmo simplesmente, que não tinha dinheiro e mais, que por tal andara três quilômetros á pé? A dor infelizmente, era maior que a vergonha que iria passar!

Dr. Good, dentista, um ser humano cujos hobbys nas poucas horas vagas que tinha, era o artesanato da pintura, madeira e argila, com o que costumava empreender relaxante fuga em sua rotina estafante, mas compensadora. Para ele, como era bom e gratificante, atender um irmão em sua hora mais difícil!  E foi o que fez!  Completamente sonolento, procurou logo se refazer e se recompor, ouvindo e atendendo o sapateiro da melhor forma possível. SAINT emocionado, não encontrava palavras de agradecimento. Os quilômetros percorridos, a dor, a falta de dinheiro e o incômodo causado àquelas horas da madrugada, foram por demais pequenos diante da grandeza da alma daquele profissional, Dr. Good.

O dinheiro é importante, mas nem sempre! Quando se faz o bem com amor, sentimo-nos compensados e mais capazes de enfrentarmos as vicissitudes da vida. Dr. Good ignorava que SAINT, além de consertar sapatos, era um verdadeiro artífice, não reconhecido em seu trabalho. Queria o sapateiro, mesmo sem dinheiro, compensar o bem recebido.

De alguma forma, descobriu o número que o Dr. Good calçava, e artesanalmente lhe fez um par de sapatos, que o dentista não teve coragem sequer de experimentá-los, visto o esmero, a exuberância e qualidade do presente, ainda mais, partindo de alguém tão correto, tão singelo, tão humilde, e impossível de mensurar a grandeza de seu coração! É certo porém, que Dr. Good o fôra também !

Finalizando, quando da bonança, em meio ás vacas gordas, ou quando num mar de rosas, perdemos a conta de quantos colegas nós temos, no entanto, quando das horas amargas da adversidade, das intempéries de nossas vidas, facilmente contamos nos dedos, os amigos que temos! Ficarás surpreso, mas com muita sorte, ao utilizar na contagem uma só mão, e ainda sobrar dedos!

 

Texto: Georges Apérguis

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