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Entrevista com capitão Martinho

Antonio Martinho Neto, 37 anos – o capitão Martinho – é residente em Bragança Paulista e comanda a 1ª Companhia de Polícia Militar de Franco da Rocha. Ele recebeu a reportagem do Juca Post, falou sobre o projeto de segurança pública para a cidade e contou um pouco sobre sua história na Polícia Militar.

Juca Post – Capitão Martinho. Como foi seu início na Polícia Militar?

Capitão Martinho – Foi em 2002, quando ingressei na academia Militar de Barro Blanco. Em 2005 me formei aspirante oficial. Em 2006 fui trabalhar no 9º Batalhão de Polícia Militar de São Paulo, e depois fui trabalhar na Zona Norte, na estrada da Santa Inês. Passei também pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Escola de soldados. Minha última Unidade foi em Mauá e depois de promovido a capitão vim trabalhar aqui em Franco da Rocha.

JP – O senhor teve alguma influência na família, ou foi iniciativa própria o ingresso na carreira militar?

Capitão Martinho – Foi iniciativa própria. Na minha família não nenhum outro militar.

JP – O senhor serviu o exército?

Capitão Martinho – Sim. Em 1999 fui para o CPOR – Centro de Operações da Reserva de São Paulo. Me formei lá e então fui para Caçapava. Fui 2º tenente do exército. Como não tinha mais vagas para oficiais do exército, fiz um cursinho para ingressar na academia do Barro Blanco.

JP – A Polícia Militar está realizando um trabalho conjunto com a prefeitura para melhorar a segurança na cidade e assim reduzir a criminalidade. Como funciona isso?

Capitão Martinho – Desde que assumimos o comando da 1ª Cia da Polícia Militar de Franco da Rocha, nosso objetivo foi conhecer a demanda da sociedade, com base em nossas estatísticas, e concluímos que primeiramente teríamos que diminuir o roubo de veículos. Fizemos contato com o Poder Municipal, e assim montamos uma ação integrada envolvendo a Guarda Municipal, o pessoal do Trânsito e a Polícia Militar. E dessa forma surgiu o “Franco mais segura”.

JP – Veículo com som alto tem incomodado muito os cidadãos. Existe alguma forma de coibir esse tipo de comportamento?

Capitão Martinho – Isso não é permitido. Inclusive a multa é alta. Está acima de dez mil reais e o veículo é recolhido.

JP – A Lei do Psiu só é aplicada em São Paulo, ou aqui também?

Capitão Martinho – Barulho e som alto depois das 22h é proibido. Inclusive, para conflitos de vizinhança nós temos uma equipe que atua na mediação comunitária. O cidadão que se sentir incomodado deve acionar a Polícia. Ligar no 190, ou vir pessoalmente até aqui na 1ª Cia.

JP – Alguma ocorrência que mereça destaque?

Capitão Martinho – Sim! Tivemos algumas. Desbaratamos uma quadrilha de Traficantes em ação conjunta com o canil e da Força Tática do 26º Batalhão, quando efetuamos 9 prisões em flagrantes, um menor apreendido e com eles uma grande quantidade de drogas, cerca de 20 mil quilos de cocaína, vinte mil reais em espécie, e dois veículos desses criminosos.

JP – Mas a Polícia Militar tem outros tipos de ocorrências...

Capitão Martinho – Sim. Teve uma ocorrência com um senhor de 80 anos de idade, que sofre do mal de Alzheimer, e adentrou uma mata e se perdeu. Sua irmã entrou em contato conosco pedindo para que nós tentássemos localizá-lo e foi justamente no horário que os policiais estavam se recolhendo para o descanso, eles tinham terminado seu turno de serviço, mas mesmo assim voltaram ao trabalho, pediram apoio do canil, que também estava se recolhendo e foram para a região, na divisa com Cajamar, tentar localizar esse senhor. Eles adentraram cerca de 15 km em uma mata fechada, um local ermo, onde encontraram até fezes de onça, mas os cães conseguiram localizar o Sr. Antonio, que já estava desidratado, quase perdendo a consciência. Os policiais tiveram muita dificuldade para resgatá-lo e tirá-lo de lá. Tiveram que improvisar uma maca utilizando a própria madeira da mata e essa inclusive foi a última missão do cão, que depois disso foi aposentado.

JP – E a famosa “saidinha” dos presidiários em finais de semana. Isso tem causado muito trabalho para a Polícia?

Capitão Martinho – Não. De forma alguma. Não há nenhum problema para a Polícia e nem para a cidade de Franco da Rocha. Os presidiários quando saem, eles vão direto para a estação ferroviária e normalmente pegam o trem para São Paulo para visitarem seus familiares.

JP – Com relação à criminalidade nos bairros. Há algum bairro que tem causado mais ocorrências?

Capitão Martinho – Tem alguns bairros, mas a Polícia está acompanhando de perto.

JP – A polícia tem algum projeto de trabalho junto às comunidades dos bairros?

Capitão Martinho – Nós estamos iniciando o programa de Polícia comunitária na cidade com nossa Base Móvel e iniciamos também o programa de “Vizinhança Solidária”.

JP – Como funciona isso?

Capitão Martinho – Esse programa parte do princípio de que a segurança pública é dever do estado, mas com a participação da comunidade. Não existe segurança efetiva sem a participação da comunidade. Os moradores devem nos informar sobre as ocorrências de furtos e roubos no bairro para que a polícia possa agir com mais eficácia.

JP – E esse projeto já está sendo aplicado aqui na cidade?

Capitão Martinho – Já começamos a fazer isso no bairro do Mato Dentro. O que facilitou o processo é que já existe no bairro um grupo de pessoas que se reúnem constantemente para discutir assuntos de interesse geral. E pretendemos levar esse projeto para vários bairros da cidade, basta os moradores virem nos procurar.

JP – A polícia tem outros projetos em andamentos?

Capitão Martinho – O monitoramento da criminalidade está sendo realizado hoje em conjunto com o Poder Municipal, e daqui para frente nosso foco é o final de ano.

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