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Jurandir Frias,
o protetor das orquídeas

De todas as verdades, que fosse mentira, o calar de sua voz, de todas as mentiras, que fosse verdade, você, ainda entre nós.” Mas o destino adverso e implacável, o levou antes do combinado. Aqui na terra, plantou e colheu bons frutos, amealhou amigos, sendo querido por todos.

E foi ali, na Vila Rosalina, que ele á partir de 1960, tornou-se um orquidófilo obstinado, seguindo os passos do mestre e paradigma, seu pai Sebastião de Frias. Sim, e foi ali também, que embevecido e enfeitiçado diante de tanto esplendor, conheci prazerosamente, o éden d’onde Jurandir passava grande parte de seu dia, reinando feliz entre suas flores de sangue azul. A fidalguia e o fascínio emanados por suas orquídeas, contrastavam harmoniosamente com sua simplicidade.

Jurandir fazia do cultivo das orquidáceas, o seu hobby preferido, a sua terapia, no entanto, na modéstia de seu palco, não cultivava ou vendia sonhos ocultos, no abstracionismo puro de ser ou não ser, ao passar para o próximo uma cobiçada orquídea. Vendia fruto de seu cultivo, e para quem ama realmente a natureza, a mais singela e pura demonstração de amor, através  de uma pequena, de uma pequenina, mas grande flor.

Sua maravilhosa lavra norteou-nos num amplexo verde esperança, e em toda sua magnitude, sublimado por belíssimos matizes, onde não faltou naquele cenário, a pequenina e rara orquídea negra, por vezes mística, altiva, proeminente, desejada e de rara beleza. Jurandir no entanto, não discriminava esta ou aquela, pela sua raridade, valor, ou beleza, cuidando de todas igualmente, com muito amor. Áh! Se o girassol fosse o rei, o lírio um príncipe, a rosa rainha, o antúrio um marquês, a azaleia, uma fada e a hortênsia princesa, por certo na mídia, e sob a magia das mãos do Jurandir, a orquídea seria a mais bela Deusa! Esse apreço e abnegação com suas flores, lhe rendeu vários prêmios em concursos de peso, inclusive em cidades grandes do interior, como Jundiaí.

Nossos respeitos, à quem pela flor, deu também seu amor. Ele se foi... mas deixou sua presença marcante, indelével e para sempre, em seu cantinho das orquídeas, mais vivo do que nunca, como que reverenciando o seu patriarca,  hoje... num “ cantinho de saudade. “  

Texto: Georges Apérguis

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