Get Adobe Flash player

"Bem-vindo ao jornal Juca Post on-line. Aqui você poderá conferir as principais notícias de Franco da Rocha e região em tempo real"

Developed in conjunction with Ext-Joom.com

Dr. Paulo Sérgio Perri de Carvalho

Combate ao medo de dentista
começa já na infância

Professor aposentado da Faculdade de Odontolgia de Araçatuba da Unesp é entrevistado

Paulo Sérgio Perri de Carvalho tem um vasto currículo na odontologia e é um profissional que sempre viveu e vive, até hoje, intensamente a sua profissão. Trilhou os caminhos dos irmãos mais velhos, que já estavam na área (o irmão era docente na própria Unesp e a irmã cursava odonto).

Araçatubense, cursou o campus local da Unesp, onde hoje é professor titular aposentado do departamento de Cirurgia e Clínica Integrada. Leciona na FOB-USP (Faculdade de Odontologia de Bauru), onde detém a cadeira do departamento de Estomatologia. É, ainda, coordenador de cursos de mestrado profissionalizante em Araçatuba e Campinas. Nesta entrevista, esclarece sobre a odontologia e algumas áreas em que atua, como a cirurgia, a implantodontia e fala sobre os desafios da profissão.

 

As pessoas ainda têm medo do dentista?

O medo de dentista tem causas que, normalmente, iniciam-se na infância como alguns traumas ou mesmo por observação inadequada dos responsáveis pela criança que dizem, entre outras frases: “se você não ficar quieto vou levá-lo ao dentista”. Como que ir ao dentista fosse uma punição e não algo natural para prevenção ou tratamento.

Mas existem outros motivos como o receio do desconhecido (O que será que o dentista vai fazer na minha boca?) e outros “medos” originados por ouvir comentários de dor durante alguns procedimentos odontológicos e desta forma, o cirurgião-dentista passa de promotor da saúde a carrasco... Mas, com a formação de especialistas em odontopediatria, há uma diminuição destes receios porque são profissionais que apresentam a formação para se relacionarem com as crianças, adaptando-as ao tratamento que é necessário. Quando o receio é de um adulto, além do comportamento do profissional, poderão ser utilizados medicamentos para diminuir a ansiedade e em casos mais graves, realizar os procedimentos em ambientes hospitalares sob anestesia geral.

 

Atualmente, é uma realidade o início do tratamento odontológico precoce?

Sim e a Faculdade de Odontologia de Araçatuba da UNESP mantém a Bebê Clínica em atividade desde agosto de 1996 e que é vinculada à Disciplina de Odontopediatria. De acordo com as informações contidas no site da UNESP, o objetivo maior do programa é o de educar os pais para que estes se transformem nos realizadores da prevenção bucal em seus filhos. A partir do principio de que a educação gera prevenção, a assistência odontológica realizada em bebês a partir do seu nascimento, tem a finalidade de manter a saúde bucal, ressaltando os aspectos educativo e preventivo. Os resultados obtidos são os melhores possíveis, pois quando a atenção odontológica inicia-se por volta dos 6 meses de vida, e o bebê secundado pelos pais, estará apto a adquirir hábitos saudáveis de higienização. A precocidade é fundamental não só para a prevenção, como para eliminar o estigma negativo que há em torno do atendimento odontológico.

 

O que é a odontologia reabilitadora e como ela evoluiu nos últimos 10 anos?

A odontologia reabilitadora é aquela que procura restabelecer a função mastigatória e a estética ao paciente fazendo com que ele tenha em equilíbrio os músculos da mastigação, as articulações têmporo-mandibulares (ATM), e o relacionamento correto entre todos os dentes, adquirindo dessa forma auto-estima e segurança para se comunicar em qualquer ambiente e, acima de tudo, saúde dos tecidos bucais. Nos últimos anos, a evolução foi evidenciada pelos materiais que promovem a estética, equipamentos mais refinados e também a possibilidade de executar os planejamentos de forma virtual no sentido de mostrar ao paciente o resultado de algum procedimento protético ou mesmo cirúrgico. Outra alavanca para a reabilitação de pacientes que perderam um ou mais dentes foi o surgimento dos implantes dentários (chamados implantes osseointegráveis) que mudou o rumo da odontologia nos planejamentos de reabilitação bucal.

 

 

Para quem é indicada a colocação de próteses sobre implantes?

Qualquer pessoa que tenha perda individual, parcial ou total dos dentes pode submeter-se a instalação de implantes e posterior prótese sobre eles. Existem riscos de perda de implantes que são semelhantes a qualquer outro procedimento cirúrgico, mas que se houver um planejamento adequado tanto para definir o número de implantes como sua localização, este risco fica extremamente diminuído. Recentemente orientamos uma dissertação que foi defendida na Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic de Campinas que mostrou sucesso de 97% dos implantes realizados por alunos do Curso de Especialização em Implantodontia de Araçatuba que acontece no NEC (Núcleo de Educação Continuada).

 

Pessoas que já estão há muito tempo com o uso de próteses (dentaduras) são candidatas à colocação de implantes e overdentures?

Sim e estas pessoas são as mais beneficiadas com a melhora da qualidade de vida, melhora da auto-estima e segurança no inter-relacionamento pessoal porque as próteses totais convencionais (dentaduras), e notadamente a inferior, não apresentam retenção e podem se movimentar durante a alimentação e mesmo durante qualquer diálogo. Com as próteses totais sobre implantes pode-se abotoá-las aos implantes, que são as chamadas “overdentures”, ou instalar maior número de implantes e confeccionar uma prótese que é fixa (fixada por meio de parafusos nos implantes).

Atualmente, qual o perfil do paciente que se submete a uma cirurgia de implante?

A procura pelos implantes é maior no gênero feminino e a faixa etária que tem uma maior incidência é entre os 40 e 70 anos variando-se o número de perdas dentárias. Os pacientes mais idosos, normalmente, já fazem o uso de dentadura que não preenche mais suas expectativas e buscam por algum tratamento que lhes ofereça maior conforto.

 

Qual a finalidade do laser na odontologia?

O laser terapêutico está indicado em odontologia para o alívio da dor, para promover a reparação e regeneração dos tecidos, reduzir o edema (inchaço) sendo também eficaz para diminuir a hipersensibilidade dentária, dores na articulação (ATM) tratamento do herpes simples, afta, infecção após as extrações dentárias, nevralgias e parestesias (perda de sensibilidade). O que é importante frisar é que não é uma terapêutica mágica que apresenta resultados após uma ou duas aplicações. É um procedimento que necessita ser repetido por inúmeras vezes dependendo do objetivo do tratamento, mas é uma terapêutica auxiliar importante para os consultórios odontológicos.

 

O que são as cirurgias ortognáticas? Quais os problemas que esta área da odontologia se dedica a corrigir?

Cirurgia ortognática é o procedimento que tem por objetivo corrigir discrepâncias esqueléticas como a protrusão (a arcada superior projetada para frente em relação à arcada inferior), prognatismo (arcada inferior está projetada para frente em relação à arcada superior), retrusão maxilar (a arcada superior está subdesenvolvida em relação à arcada inferior), etc. e que necessita de uma associação com o tratamento orto-dôntico. De uma forma geral, está indicada para pessoas adultas.

    

Se os pais observarem em uma criança que ela tem alguma problema de oclusão, é possível corrigir isso durante o crescimento com o uso de aparelhos? E no adulto, como esses problemas podem ser corrigidos?

fretado

Previsão do Tempo

Developed in conjunction with Ext-Joom.com

Classificados

 

 

 

 

Notícias lidas

Ver visitas de Artigos
235647